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Indaiatuba recebe R$ 5 milhões do PCJ para modernizar rede de distribuição de água

Trata-se da segunda etapa de obras de setorização e substituição de redes

O convênio de modernização da rede de abastecimento de água de seis bairros da área central de Indaiatuba foi assinado pelo prefeito Nilson Gaspar (PMDB) na tarde de segunda-feira (15). A reunião foi realizada no Gabinete do prefeito, com a presença do superintendente do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgotos), Sandro de Almeida Lopes Coral, do diretor presidente da Agência das Bacias PCJ, Sérgio Razera, e do gerente executivo da filial de governo da Caixa na região de Campinas, Celso Eduardo Moreno Nuccie. O convênio cujo valor aproximado é de R$ 5 milhões, tem como objetivo o controle da perda e garantia da regularização da distribuição de água.

Trata-se da segunda etapa das obras de setorização e substituição de rede de distribuição de água por Método não Destrutivo (MND) em solo, que já atendeu o Centro da cidade. Desta vez serão contemplados outros seis bairros: Cidade Nova I, Vila Areal, Vila Georgina, Vila Sfeir, Vila Vitória e Vila Nossa Senhora da Candelária. No total, serão substituídos 11 quilômetros de rede.

A obra está orçada em R$ 5.985.913,85, sendo os R$ 4.908.449,36 do convênio provenientes da cobrança pelo uso da água (cobrança PCJ Federal) e outros 18% de contrapartida da autarquia, o que corresponde a R$ 1.077.464,49. A previsão da execução do cronograma é de oito meses a partir da emissão da ordem de serviço.

Antes da assinatura do contrato, o prefeito ressaltou que Indaiatuba consegue buscar recursos importantes para o município porque apresenta bons projetos e também porque faz a aplicação correta dos recursos que recebe. ”Indaiatuba tem competência técnica para grandes projetos, por isso temos a confiança de parceiros como a Agência das Bacias PCJ e da Caixa Econômica Federal, que são extremamente rigorosos na fiscalização da aplicação dos recursos liberados”, argumentou.

Gaspar também ressaltou que a substituição das redes antigas de fibrocimento faz parte do Programa de Combate às Perdas do Saae, que foi implantado em 2007 e desde então reduziu de 43% para 32% o índice de perdas na distribuição. Essa redução de perdas significa um acréscimo diário de 7 milhões de litros na oferta de água tratada. “Nosso objetivo é fazer com que a porcentagem de perda de água tratada no município seja inferior a 10%, no prazo de dez a doze anos”, avisou.

Razera explicou aos presentes as prioridades de investimento da Agência PCJ e parabenizou Indaiatuba pela capacidade técnica em elaborar bons projetos que viabilizam a captação de recursos. “O combate ao desperdício é uma de nossas principais metas. Queremos que os municípios distribuam a água com o mínimo de desperdício possível”, reforçou.

 

Obra

O projeto consiste na segunda etapa das obras de setorização e substituição de rede de distribuição de água por Método Não Destrutivo (MND) em solo. A setorização e substituição são necessárias, pois a área possui uma rede de distribuição de água muito antiga e em fibrocimento (ferro fundido e aço galvanizado). A tubulação tem diâmetro bastante reduzido e, em alguns trechos, estão quase que totalmente bloqueadas pela existência de incrustações, sendo constantes as ocorrências de vazamentos nesses trechos de rede de água.

Para a troca, serão utilizados tubos em PEAD (Polietileno de Alta Densidade), com diâmetros externos de 63 e 160 milímetros.  Os 922 ramais prediais de água (domiciliares) também serão trocados por PEAD azul, através de MND. A obra possibilitará controlar perdas e regularizar a distribuição de água dos imóveis da região.

Durante as obras, a empresa contratada deverá manter a continuidade no abastecimento de água em todo o trecho do serviço.

 

Recursos

Os recursos destinados à obra de Indaiatuba são provenientes da Cobrança pelo Uso das Águas, que é um dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos e entrou em vigor em 2006. A cobrança é uma compensação a ser paga pelos usuários de recursos hídricos visando à garantia dos padrões de quantidade, qualidade e regime estabelecidos para corpos d’água das bacias. Seus objetivos principais são reconhecer a água como bem econômico e dar uma indicação do seu real valor; incentivar a racionalização do seu uso, e obter recursos para o financiamento dos programas e intervenções previstas nos Planos de Bacias.

 

 

Fotos: Giuliano Miranda RIC/PMI

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